ESPERO – ANDRADE JORGE

 

 

ESPERO
Por: Andrade Jorge

Pingo pingado, perdido
no oceano das intenções áridas,
verso não lido,
joguete lançado
entre vagas, vagalhões,
ondas que quebram a crença,
vida que pesa, sonho que vai,
esperança se esvai
na amargura que sinto;
Gota d’água salgada que desliza
do rio dos meus olhos
e se perdem no mar da ingratidão;
Luzes da ribalta que se apagam,
estrela sem brilho
num universo emudecido,
tristeza que consome
as palmas que já não soam;
Voz sem som,
trôpego passo,
rua sem chão,
sentado na praça da ilusão
não desespero,
só espero…


Lua Andrade

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